Resumo em 8 slides
O modelo que eu sempre usei
O Duplo Diamante é um dos desenhos de processo mais conhecidos do design. São quatro fases:
- Descobrir: abrir o leque e entender o problema.
- Definir: fechar e escolher qual problema resolver.
- Desenvolver: abrir de novo e criar soluções.
- Entregar: fechar e colocar no ar a que funciona.
O nome vem do formato: dois losangos lado a lado. Cada um abre e fecha.
O que a IA mudou
Não mudou as fases. Mudou o tamanho delas.
Cada fase ficou mais curta, porque o que era feito à mão em dias sai em horas. E ficou mais larga, porque no mesmo prazo dá para explorar e testar mais caminhos antes de escolher.
O Duplo Diamante de sempre: abrir, escolher, abrir de novo, entregar.
O que a IA amplia: mais caminhos explorados e testados no mesmo prazo.
O contorno contínuo é o diamante de sempre. O tracejado em volta é o que a IA acrescenta: mais opções na mesa em cada fase, sem esticar o calendário.
Como fica cada fase no meu trabalho
Descobrir. Eu escuto o cliente e leio o que ele já publicou: redes sociais, como fala, o que mostra, o que oferece. Olho também quem disputa a mesma atenção, inclusive fora do ramo dele.
Definir. Dessa análise sai o que fazer e, principalmente, o que não fazer. Essa escolha não é da máquina. É conversa com o cliente.
Desenvolver. Eu desenho a interface e conduzo a IA na construção. Por isso o protótipo já é navegável, não uma imagem parada. O cliente vê o site antes de ele existir e aponta o que mudar.
Entregar. Durante o processo eu coloco o site na mão de pessoas de verdade: gente ao meu redor e quem pode vir a usar. Ajusto, publico e o cliente recebe tudo no nome dele.
O que deixou de existir
A passagem de bastão. No roteiro clássico de agência, o design termina, alguém "entrega" para o código, e semanas se perdem na tradução entre um e outro. Uma agência britânica lista de 8 a 16 semanas para um site institucional.
Quando quem desenha também conduz a construção, design e código acontecem juntos. É daí que vem o prazo: vários dos meus projetos saíram em menos de uma semana de trabalho.
O que não mudou
- Escolher o problema certo. A IA organiza informação. Decidir qual dor resolver primeiro continua sendo leitura de contexto.
- Acessibilidade. Contraste, navegação por teclado, leitor de tela: eu confiro, não delego.
- Testar com gente. Nenhuma ferramenta substitui ver uma pessoa usando o site e travando num ponto que parecia óbvio.
Há quem proponha modelos novos no lugar do Duplo Diamante, como o Triplo Diamante e o modelo Stingray. Para o tipo de projeto que eu faço, não precisei trocar de modelo. Precisei encurtar o que já funcionava.
Os detalhes de cada etapa, o prazo e o que eu preciso do cliente estão em como eu trabalho.
Perguntas frequentes
O que é o Duplo Diamante?
É um modelo de processo de design em quatro fases: descobrir, definir, desenvolver e entregar. As duas primeiras formam o diamante do problema; as duas últimas, o diamante da solução. Em cada diamante primeiro se abre o leque de possibilidades e depois se escolhe.
A IA substitui o Duplo Diamante?
Não. As quatro fases continuam fazendo sentido. O que muda é que cada uma fica mais curta e mais larga: dá para explorar e testar mais caminhos no mesmo prazo.
O que a IA não decide num projeto?
Qual problema vale resolver, o que é acessível de verdade e se a experiência faz sentido para quem vai usar. Isso continua sendo decisão de quem projeta, ouvindo o cliente e testando com pessoas.
Quanto tempo leva um site feito assim?
No máximo uma semana quando o cliente já sabe o que quer e tem o material. Projeto mais complexo leva no máximo um mês.








